Uma forma de ir para a França

Semana passada saiu a lista dos pré-selecionados pelo Ciência sem fronteiras para fazerem um ano do curso universitário na França. Mesmo que eu não tenha me cadastrado, já deu aquele frio na barriga de ver o pessoal  que vai pra lá esse ano alvoroçado no facebook. De repente, em um ano, serei eu vendo meu nome lá. Oh!

programas-sociais-16O Ciência sem Fronteiras é um programa do governo federal que, em parcerias com universidades do mundo inteiro, consegue enviar brasileiros universitários para estudar no exterior, abrir seus horizontes, aprender, e voltar para contribuir com o crescimento do Brasil. Acho muito bonita essa proposta. Há mais informações sobre o programa aqui.

Para se inscrever no programa basta estar matriculado em um curso superior em alguma das áreas cobertas pelo programa, ter feito ENEM depois de 2009 e ter o teste de proficiênicia da língua referente ao país pra onde se pretende ir.

Não me inscrevi pra ir por três motivos:

1. Meu francês ainda está fraco (falo mais sobre isso abaixo)

2. Meu ENEM é de 2006, e para o programa é necessária  a nota do ENEM a partir de 2009. Dormi na palha, perdi o prazo de inscrição em 2013.

3. Várias outras coisas pessoais para resolver. Passar um ano fora exige muita programação.

Bom, então a minha expectativa é me inscrever no Ciência sem Fronteiras nesse ano de 2014, com a previsão de ida para o segundo semestre de 2015. Terei conseguido prestar o teste do ENEM, meu nível de francês estará consideravelmente melhor para o teste de proficiência, e vou moldando as resoluções pessoais, e encaminhando tudo para a viagem.

Vai dar certo! =)

Quanto ao aprendizado do Francês, terminei o primeiro nível do curso na UFSC, e foi muito legal. Apesar de não conseguir estudar muito profundamente fora das aulas, consegui ter uma boa noção da língua. Vale muito a pena ter um professor presencial, pois as dúvidas que surgem estudando por conta são difíceis de serem sanadas pela internet. E a professora foi uma fofa!

E enquanto estou de férias vou estudando bastante. O primeiro passo foi revisar o que estudei no curso presencial. Isso me ajudou muito, pois essa revisão fixa bem os assuntos.

Também ando ouvindo muita música em Francês. O segundo álbum da Zaz está demais. E compreender letras de música é algo que me empolga demais a estudar.

Além disso, fiz uma descoberta ótima! Um curso em áudio, que é muito bem-feito. É o Pimsleur. É um curso que não tem a gramática como centro, mas desenvolve o domínio de compreensão e fala da língua. Tem curso de vários idiomas, e a narração é em inglês, mas nada muito difícil de compreender. A descrição do método é a seguinte:image

1) Antecipação: Ao contrário das aulas tradicionais onde o aluno repete a frase dita pelo professor (aprendizado passivo), no método Pimsleur o aluno sempre tenta ativamente pensar e falar primeiro como seria a frase traduzida para o idioma que está aprendendo e o professor confirma em seguida, usando um método de “challenge and response” e usando permutações das palavras já aprendidas.

2) Recordação por intervalos graduados (Graduated interval recall): O vocabulário aprendido é revisto e repetido em intervalos de tempo cada vez mais espaçados. O objetivo disso é a memorização permanente.

3) Vocabulário principal: As palavras ensinadas são as usadas com mais frequência no idioma. A gramática não é ensinada de maneira explícita. O aluno infere as regras gramaticais através das frases e conversas, assim como crianças quando aprendem o idioma nativo.

Estou nas primeiras aulas ainda, mas já percebi que o método é bom mesmo. E como faço longas viagens de ônibus quase diárias, tenho bastante tempo para estudar =)

É isso. Espero ter ajudado.

Beijo!

Cris

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O Sul da França…

Quando comecei o blog, foi por um motivo bem definido: Quero conhecer a França. E quero dividir e documentar todo o meu preparo até chegar lá. Não sei ainda como vou fazer, não tenho ainda recursos pra isso, mas enquanto não tenho previsões, vou fazendo o que está ao meu alcance: Estudar francês e fazer um mapa de tudo o que quero conhecer por lá.

E meu xodó é o sul!

Quero ficar na região de Provence-Alpes-Côte d’Azur, a Riviera Francesa, a sudeste da França, lá tem os alpes e a costa do mediterrâneo… Que lugar de história! Provence-Alpes-Côte_d’Azur_map Lá ficam as cidades de Marselha e Grasse, dois grandes ícones da história dos cheiros bons do mundo.

Grasse é a mais cheirosa, lá se cultivava e produzia perfumes e artigos para higiêne da realeza; e a partir da indústra de couro, que produzia luvas para a corte, a perfumaria se desenvolveu muito, com o intuito de mascarar o cheiro ruim do couro. E com isso muitas pessoas se especializaram em técnicas avançadas de perfumação, os chamados mestres perfumistas. E a isso ainda se alia o clima perfeito para o plantio das flores, madeiras e frutas usadas na perfmaria. Pronto. A cidade se tornou ícone da perfumaria. E sim, a perfumaria se desenvolveu muito em função dos maus cheiros das pessoas que não tomavam banho, dos esgotos, lixos e pra tentar dar um jeito nas pestes. grasse1 E Marseille, é das bolhas. Cansados de só mascarar os cheiros, resolveram limpar as pessoas, haha, brincadeira. Bom, na região há muitas plantações de oliveiras, e tendo azeite de oliva à vontade, se desenvolveu a arte de fazer sabão com esse óleo, e que faz um dos melhores sabões do mundo!

Os primeiros sabões de Marselha, bem rústicos

Os primeiros sabões de Marselha, bem rústicos

Os sabões atuais, com cores e aromas

E essas duas cidades estão no condado de Provence, que é famoso pelas plantações de lavanda, lindas… Mas também é reponsável pela produção de muitos óleos essenciais usados no mundo inteiro! roteiro_8 Acho que não são poucas as rasões pra essa região me chamar tanto assim, né!?

E não só isso. Outros aspectos de cultura, de arte, as pessoas, o idioma, muita coisa de lá me atrai. Não é questão de achar que eles são melhores ou piores do que outros povos. É questão de identificação mesmo. É vontade de ver de perto isso tudo, conviver com essas pessoas e essa história, viver esse país por um tempo, viver essa história, sentir esses aromas. Ah, como eu quero! grasse2

Clichés franceses

Hhhhm! Estou tão empolgada!

Comecei a fazer um curso regular de francês. Curso presencial, na UFSC. Com direito a professora querida com jeitinho francês e tudo mais. Tô gostando muito!

Numa das primeiras aulas falamos sobre palavras francesas faladas no Brasil. São mais do que pensamos, é muita coisa mesmo. Mas vim falar de uma delas em especial: Clichê, palavra adotada do francês cliché (que se fala com o mesmo som fechado no final).

Muitos são os clichés quando pensamos nos costumes do povo francês, não é? Os pintores (sempre de boina), a falta de banho, (e por consequência) os perfumes…

E de um jeito bem-humorado aparece esse vídeo, para nos inserir nesse mundo francês, começando pela visão de fora da França, com aqueles rótulos que estão no nosso sub-consciente.

Então, vários deles já conhecíamos, né? Eu até achava que era menor a quantidade de clichés que eu conheceria. Muito bem pensado.

E já vamos treinando o ouvido, criando vocabulário, …

E que em breve eu possa ir lá, conferir… vai que é assim mesmo… hahahaha.

Música: Camélia Jordana – Non, non, non

Um ótimo jeito de aprender uma nova língua é com música.

E por isso venho aqui apresentar essa francesinha de voz linda.

camelia-jordanaCamélia Jordana foi “descoberta” em 2009, com apenas 16 anos, na versão francesa do programa Ídolos. Ela tem uma voz ao mesmo tempo delicada e imponente, não uma voz fininha de menina, mas muito feminina, decidida. Linda. Apaixonei por essa voz. E ela canta de um jeito bem declarado, ótimo pra aprender essa língua!

Bom, é dela a honra de ser dona da primeira música em francês que eu aprendi a cantar (honra inestimável, claro. Ela  não deve nem dormir de tanta honra, hahahaha).

E vou mostrar o método que eu uso pra estudar usando música.

Passo 1: Ouvir a música (muitas, muitas vezes)

O link tá aqui

Mesmo que eu não consiga entender nada do que ela fala, gosto de ouvir várias e várias vezes (sim, sou dessas que escuta mil vezes a mesma música), e tentar fazer algumas associações. Primeiro só escuto, tentando entender o que diz a história da música (mesmo que seja uma invenção de história, que fiz a partir de umas associações com palavras do inglês e do português, que acabaram não tendo fundamento). Mas é importante essa parte de só ouvir, interiorizar os sons, porque isso vai ser bem mais difícil depois, lendo a letra, lá a preocupação será outra.

Passo 2: Ver a letra original.

Ler a letra, tentar cantar junto, e tentar mais associações. Vendo as palavras escritas, muitas vezes elas mudam. Frases ou palavras são separadas em blocos que não pareciam ser quando só ouvíamos, a grafia é bem diferente do som e pode nos remeter a coisas novas agora. Explorar a língua escrita, mesmo sem entendê-la, é bem útil.

Aos poucos o vocabulário vai crescendo, e achamos algumas palavras conhecidas, e esse trabalho fica mais fácil. Mas mesmo sem isso, ainda é muito bom explorar a língua.

Aqui vai a letra:

Non non non (Écouter Barbara)

Combien de fois faut-t’il
Vous le dire avec style
Je ne veux pas sortir au Baron

Non non non non
Je ne veux pas prendre l’air
Non non non non
Je ne veux pas boire un verre
Non non non non
Je ne veux pas l’oublier
Non non non non
Je ne veux pas m’en passer

J’veux juste aller mal, y’a pas d’mal à ça
Trainer, manger que dalle
Ecouter Barbara
Peut être me reviendra

Non, je ne veux pas faire un tour
A quoi ça sert d’faire un tour ?
Non, je ne veux pas me défaire
De ce si bel enfer, qui commence à me plaire
Je n’veux pas quitter mon salon

Non, non, non, …

Non, je ne veux pas aller mieux
A quoi ça sert d’aller mieux ?
Non, je ne veux pas m’habiller
Non plus me maquiller, laissez moi m’ennuyer
Arrêtez avec vos questions
non, non, non, …
Mesmo com vocabulário zero, sempre aparece alguma palavra com som conhecido, e vamos imaginando do que se trata a música.
Parte 3: A tradução.
Agora é que são elas.
É ótimo ler uma tradução, e finalmente entender o que a dita cuja está cantando. Daí dá pra lembrar da sassociações de antes, e ver o que realmente estava certo daquilo. E o que associamos errado, dificilmente sairá da mente de agora pra frente, nunca mais cairemos no mesmo erro.
 Aqui vai.

Não Não (Ouvir Barbara)

Quantas vezes é preciso
Lhes dizer com educação
Eu não quero ir ao Baron

não, não, não não
Não quero sair para tomar um ar
Não , não não não
Não quero beber um drinque
Não não não não
Eu não o quero esquecer
Não, não não não
Não quero deixar isso para trás

Eu quero apenas ficar assim infeliz
E não há mal nisso
Ficar, não comer nada
Ouvir Barbara
Talvez ele volte para mim

Não, eu não quero dar uma volta
Para que ir dar uma volta?
Não, não quero sair daqui
Deste belo inferno
Que começa a me alegrar
Não quero sair do meu quarto

Não, não, não, …

Não eu não quero ficar melhor
Para que me sentir melhor?
Não, não quero me vestir
Nem mesmo me maquiar
Me deixe aqui com meu tédio
Parem com suas perguntas

Não, não, não, …

Bom, usei traduções prontas, e mesmo bisbilhotando muito internet afora ainda há dois pontos que não entendi na música. Quem é Barbara? É a pessoa que ela quer que volte, uma cantora, ou uma amiga que dá bons conselhos? Baron, é um tipo de barzinho, balada? Se alguém puder ajudar…
E a Parte 4: Juntar as três partes anteriores até decorar tudo!
Hahaha. Eu só deixo de lado uma música que me chama a atenção quando consigo cantar ela inteira. Vou ouvindo, aprendendo a cantar junto, entendendo o que ela quer dizer, repetindo, repetindo, até que decoro.

Usei essa técnica para aprender inglês e foi bem proveitosa. Eu nunca fiz curso de inglês, tinha só o que aprendi até o ensino médio, aquele inglês básico de currículo de aula. E hoje meu nível é bem legal. E aprendi assim, ouvia músicas que gostava, e ia procurando as letras, as traduções. Depois de um tempo não precisava mais das traduções, depois de um tempo não precisava mais das letras… Hoje consigo ler quase sem problemas e, ouvindo, não consigo entender cada palavra, mas percebo o contexto e consigo me comunicar razoavelmente.

Por isso procuro tanto por música boa em francês. A música traz uma magia especial. A gente aprende a língua sem nem perceber que está estudando. Aumenta o vocabulário, é mais fácil de gravar as conjugações, e ainda traz essa coisa boa que só a música é capaz de trazer.

Pra esse post pesquisei aqui e aqui.

Francês para leigos na internet

Bom, sou zerada no Francês. Não sei nadinha.

Apesar de ser uma língua que sempre me encantou, só sei umas poucas palavras, decoradas de músicas e filmes, e que muitas vezes nem fazem sentido.

Há cerca de um mês decidi que no próximo semestre vou me dedicar a essa língua, procurar uma escola, e is atrás de mais músicas, filmes, livros, programas de ensino que possam me transportar pra esse mundo “de biquinho”.

frqnc

Como nunca estudei a língua, fica difícil acompanhar músicas, ler, e tal. Então, chegue à conclusão de que precisava de um curso básico antes de partir pra essas formas de ensino mais, digamos assim, severas.

Então, a bela Internet, através dos fantásticos sites de busca, me apresentou a vários programas on e off line, que possuem vários e maravilhosos métodos de ensino.

Claro que a maioria deles é paga. Já paga de cara, pra ter acesso a qualquer material, ou tem um esquema de quando chegar a algum determinado nível, só continua se pagar. Acho isso bem justo, eles devem ter um trabalho enorme pra botar todo esse conteúdo no ar. Mas por outro lado é frustrante. Tu te empolga, estuda um monte, e no auge da felicidade eles pedem uma “modesta contribuição” como condição para seguir adiante.
Bom, testei vários sites, várias metodologias. E por enquanto não gastei nada com cursos on line.

Alguns parecem muito bons, tem um até que tem apoio do governo federal do Brasil, disponível na íntegra. E outros também, cheios de recursos como vídeos, áudio, onde é possível ouvir, falar, escrever. Lindos. O problema é que todos os que eu achava até então começavam já com diálogos, e eu realmente não compreendia!

Estava já me sentindo a pessoa mais anta do mundo, que não conseguia compreender nem as primeiras aulas da lingua, até que achei um método que realmente gostei, ao qual me adaptei rapidinho.

http://www.tresbienfrench.com

Nele não há nada de expetacular, super-diferente. São lições simples, dadas do mesmo modo daquelas primeiras aulas de inglês, o colégio, lembra? A gente aprende grupos de palavras isoladas, cumprimeiros, apresentações, dias da semana, cores. E em cada lição há os exercicios, que estimulam a audição, a leitura e a escrita.

Para mim, que não sabia nem o básico do francês, está ótimo. Aprendo e gravo na memória. O método das repetições realmente funciona pra mim.

menina na francaA parte chata é que ao subir muitos níveis, eles começam a perguntar se eu quero pagar uma quantia pra ter acesso a lições extras. Nem custa tanto assim, $9,95. Mas eu ainda tenho muitas lições pra fazer no site sem precisar pagar (sim, muquirana). E também eu nunca acho que preciso pagar por informações na internet. Parece que se eu procurar mais um pouco, acabarei achando tudo aquilo, disponibilizado gratuitamente, e ainda vou poder bater um papo com a pessoa que postou o conteúdo. Haha, claro que isso nem sempre acontece, mas eu ainda não estou convencida a pagar os quase 10 dólares, mesmo o curso sendo ótimo.

E enquanto o semestre de aulas de Francês não começa, vou aprendendo por aqui.

Muitas das opcões de cursos que eu pesquisei estão aqui: http://canaldoensino.com.br/blog/10-sites-para-aprender-frances-de-graca

Dá uma bisbilhotada nesses links, que irás achar o curso ideal pro teu caso (parece que tô falando de site de relacionamento, haha).

A internet realmente é uma grande ferramenta para o aprendizado de línguas. Procure bastante, conheça as opções disponíveis, e ache o método que melhor funciona contigo. Só assim o aprendizado vai ser empolgante, e rapidinho já estarás percebendo os teus avanços.

Meta antiga, blog novo

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Há alguns anos venho me dedicando à arte dos cosméticos artesanais. Aprendendo a apreciar e produzir esses mimos para meu próprio uso e de algumas pessoas mais próximas.

Óleos essenciais, cerinhas, manteigas, óleos finos, argilas; todo esse material faz parte desse meu mundo. E durante todos esses anos de pesquisa sempre me apareceu a França como polo das maravilhas desse mundo perfumado.

As lavandas, os perfumistas, os cosméticos, saboarias centenárias.

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E a vontade de conhecer esses lugares, esses cheiros, só poderia aumentar.

Então estou começando, humildemente, minha caminhada para poder viver isso por uns tempos. Conhecer esses lugares que há tanto estão na minha imaginação.

Bom, preciso aprender a falar francês, achar algum projeto que possa bancar a minha viagem e estadia, conhecer preciamente alguns lugares, saber me virar lá minimamente… E essas pequenas conquistas que pretendo dividir aqui. Trocar ideias, falar dos sonhos, divulgar o que há disponível para me ajudar. E poder, quem sabe, ajudar mais gente, que tenha um sonho parecido.

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